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15/05/2011 - 15:43h

Review: "Section 8: Prejudice"

Apesar das boas intenções, "Section 8: Prejudice" falha na falta de acabamento

Divulgação

Quando o primeiro "Section 8" foi lançando em 2009, sua proposta era clara: enfoque no modo multplayer e nada mais. Apesar de certa crueza em seu desenvolvimento, o jogo se saiu bem, o que rendeu à produtora TimeGate uma sequência para a franquia.

Neste novo volume, intitulado "Section 8: Prejudice", os criadores buscaram corrigir alguns problemas claros do antecessor e também mudar a forma de comercializar o game. Primeiramente, uma campanha single player com mais corpo foi elaborada, diferente da campanha irrisória e sem sentido do primeiro jogo. Sua distribuição também mudou, sendo dessa vez feita de forma online e mostrando que, mesmo mirando em um novo público (single) o projeto continua focado no multiplayer insano.

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O maior problema de "Section 8: Prejudice" é sem duvida seu acabamento final. Apesar de boas ideias e uma jogabilidade funcional, que oferece momentos intensos e (sim) divertidos, todo seu conceito final acaba sendo genérico, desde sua história até a parte gráfica.

Realmente o ponto de destaque é a satisfatória mecânica de combate, onde podemos destacar primeiramente o eficaz sistema de tiro. A dinâmica é perfeita. Uma jetpack oferece oportunidades empolgantes, facilitando estratégias e agilizando o combate. Já a variedade de armas é pequena e o sistema de customização e escolha é pouco interessante. No jogo você não precisa se preocupar com munição, pois bases fixas restabelecem suas armas assim como sua armadura.  A diversidade de inimigos é irrisória, trazendo apenas variações de armaduras (neste caso irritantemente mais resistente), alguns robôs de combate mais pesados e turrets aos montes.

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A equipe de level design pelo menos se saiu bem na construção das fases, relevando ligeiramente os problemas já destacados. Como o jogo é basicamente repetição, as missões tentam variar as estratégias a serem adotadas, oferecendo, por exemplo, veículos como motocicletas planadoras e canhões, que no geral são de manuseio simples e poder de combate extremo. Divertidos!  

Já o modo multiplayer oferece a experiência mais positiva do jogo. Ele permite bots e servidores dedicados, assim como administração remota do servidor direto do console. Destaque para o modo "Conquest", onde dois times se enfrentam de forma enlouquecida, visando o domínio de áreas estratégicas por todo o mapa. Uma boa escolha para quem gosta da experiência FPS em seu estado mais puro.

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A história oferece pouquíssimos argumentos ou motivações. Depois de situar seus heróis e vilões, a trama segue uma linha de tomada e retomada de posições, defesa de antenas de comunicação, escolta de comboios e por aí vai. A verdade é que a história pouco influência ou cativa o jogador: são basicamente dois exércitos intergalácticos se enfrentando nos confins do universo. Dos personagens, o mais bem trabalhado é o vilão principal, possuindo certo carisma (maligno) e design contundente.

A parte gráfica também deixa a desejar, principalmente nas texturas pouco suaves de seus ambientes. Enquanto a Unreal Engine dos personagens e inimigos possui mais qualidade – oferecendo execuções mais trabalhadas, com armaduras explodindo e inimigos sendo marcados com uma simbólica caveirinha – os locais, principalmente externos, são pouco inspirados e, em sua maioria, genéricos e sem nenhuma graça.

"Section 8: Prejudice" oferece uma experiência FPS razoável, com momentos intensos e jogabilidade funcional. Aqueles que adoram muito o gênero, assim como o modo multiplayer, com certeza tirarão mais do jogo. Mas infelizmente, com um conceito fraco, roteiro pouco inspirado e parte gráfica mal acabada, o game apresenta um resultado final decepcionante, principalmente por desperdiçar potencial.

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Plataforma: PC, Xbox 360, PS3
Produção: TimeGate Studios
Desenvolvimento: TimeGate Studios

Gráficos: 6,0
Som: 4,0
Jogabilidade: 6,0
Diversão: 5,0
Replay: 4,0

NOTA FINAL: 5,5

Da Redação



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