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23/01/2012 - 16:45h

Preview: as impressões da redação sobre "Resident Evil Revelations"

Divulgação

Se você tem um Nintendo 3DS e uma boa conexão wireless, a Capcom tem um presente e tanto. A companhia liberou no fim da semana passada (simultaneamente ao anúncio de “Resident Evil 6”) uma demo do aguardado “Resident Evil Revelations”. É um esforço e tanto, considerando que a Nintendo não é exatamente aberta (e nem lá muito prática) com seus serviços online.

A demo tomou o tempo de todos nós da redação (até mais do que desejaríamos), e nossas impressões foram tão variadas que decidimos contar um por um o que achamos deste tiragosto. Vale lembrar que “Resident Evil Revelations” chega no dia 7 de fevereiro exclusivamente para o 3DS.

Leonardo Teixeira: “Resident Evil Revelations” é um jogo de (desculpe o trocadilho) revelações. Desde seu anúncio algumas TGSs atrás, o jogo foi sempre elogiado pelos gráficos incríveis, e tê-lo em mãos, ainda que não em sua completude, não foi nem de longe desilusão: o jogo é mesmo lindo, repleto de efeitos visuais que o Wii só pode sonhar em fazer. Outra de suas surpresas foi como o jogo era assustador, e embora implemente algumas funcionalidades um pouco menos arcaícas que survival horrors tradicionais (é possível mirar e andar simultaneamente) não dá pra negar que esse é um “Resident Evil” de fato: a ambientação é excelente e o posicionamento dos terríveis homens-sanguessugas pela demo é ao mesmo tempo inteligente e desafiador.

Mas há um grande problema, pelo menos na demo: é uma sina de jogo de DS ter que justificar sua existência incluindo a tela de toque do portátil, e o jeito que Revelations a implementa é, pra dizer de maneira franca, um saco! O ritmo de “Revelations” não é dos mais velozes, mas ter que parar o jogo pra juntar fios de uma caixa de enrgia com a Stylus parece um pouco forçado e quebra o clima do game. Isso sem nem falar no Supply Scanner, um item que te obriga a vasculhar todo o cenário para achar itens escondidos – e que não facilita em nada achá-los nos complexos cenários 3D do jogo.

Diego Sato: Ok, Nintendo, você me fez levantar uma sobrancelha de espanto. Demos para o 3DS? Genial! A primeira amostra grátis que a Big N nos oferece não é nada mais nada menos que “Resident Evil Revelations”, chutando bundas e anunciando uma nova era de conteúdo baixável para o portátil. Mas daí o sonho acabou e acordei em uma sala luxuosa dentro de um navio. O jogo é bom: os controles não são complicados e não senti falta do Circle Pad; os gráficos estão bonitos (menos o 3D, que segue a tradição e está fraco) e até tomei alguns sustos dos birutas de posto que apareciam do nada e queriam beber meu sangue.

Mas a emoção durou pouco, e cerca de quinze minutos de gameplay (em abundantes 30 tries) não são o suficiente para se ter alguma impressão de um jogo – ainda mais se tratando de algo mais complexo como “Resident Evil”, que costuma ter dezenas de horas de jogo e inúmeros modos diferentes (a demo só traz o single-player na dificuldade normal). Não que eu queira ter metade de um jogo de graça no meu 3DS (ok, eu queria), mas a demo mal da tempo de ter aquela vontade de comprar o jogo completo assim que ele for lançado. Geralmente as demos servem pra isso, não? A iniciativa das foi boa, mas esta primeira amostra ficou rasa demais.

Leonardo Almeida: Não tenho mais o direito de dizer que o 3DS precisa de mais jogos para valer a pena. Finalmente um jogo do portátil me deu vontade de ter um 3DS, e vou dizer mais, prefiro jogá-lo sem a alavanca extra do portátil. A melhor coisa é sempre ter a opção, e nesse caso, é uma opção muito bem vinda. Para quem sente falta de andar e atirar ao mesmo tempo, o jogo permite. Para quem prefere o clima de terror e a tensão de só atirar parado, também é uma opção. Além disso toda a estética do jogo é fiel as raízes de ""Resident Evil"", sendo o melhor jogo da série que eu vi desde "Resident Evil 4", até melhor, em questão de clima e suspense, na minha opinião. Se depender desse demo, a Capcom voltou a ser o que era, e os fãs de "Resident Evil" podem respirar aliviados.

Renato Bazan: Eu não serei o jornalista a fazer o review de "Resident Evil Revelations". Não porque seja ruim ou eu tenha problemas com os efeitos 3D da tela do portátil, mas porque este jogo é tenso demais! Depois de dar uma guinada rumo à ação e ao pânico das multidões em "Resident Evil 4", a Capcom parece ter ouvido as preces dos jogadores mais antigos e criado um jogo que traduz toda a limitação e impotência do antigo gênero survival horror. Mesmo com navegação livre - bem diferente dos jogos com câmera fixa e mal posicionada de anos atrás - esta versão da famosa franquia de zumbis constrói seu jogabilidade para tirar liberdade do personagem, tornando-o lento e impedindo-o de atirar enquanto anda. Os puzzles complicados estão de volta, e o foco no cenário ao invés da ação implora por um espírito de exploração mais curioso.

O resultado é a velha e apreciada sensação de terror antecipado que permeava os primeiros "Resident Evil", que somente é amplificada pelos gráficos mais convincentes do 3DS. Os zumbis são lentos, as armas são podres, o ambiente é claustrofóbico. Embora não agrade a todos - eu certamente não gosto dessa sensação artificial de medo -, este será um ótimo jogo para aqueles que curtem sentir o coração dando um solo de bateria. Para nós, pessoas normais, virá "Resident Evil 6".

Da Redação

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