Logo POP

Games

  /  

PC

12/03/2011 - 21:13h

Especial FPS: tiroteio tem que ser em primeira pessoa

Opiniões diversas rodeiam o genêro FPS, mas, no final, o importante são os games

DivulgaçãoTudo é possível no FPS, até lançar dinamites em seus inimigos

Enquanto a Nintendo e a Sega revolucionavam os games nos consoles, criando seus personagens únicos e cheios de personalidade, outra revolução acontecia no PC. Antes do fenômeno "point and click" – que conta com jogos memoráveis como “Full Throttle”, por exemplo – outra categoria ganhava força: os jogos de tiro em primeira pessoa, ou como é mundialmente conhecido, FPS (First Person Shooter). A modalidade inovou ao colocar o jogador literalmente na pele do personagem, criando assim um dos estilos mais dinâmicos existentes.   

A febre evoluiu e os títulos ficaram cada vez mais elaborados e perceptivos. Dos PCs, eles foram para os consoles, onde se consolidaram com força total. E em meio a tudo isso, surge uma questão que levanta certa polêmica: qual é a melhor plataforma para se jogar FPS? Muitos apontam o PC como o favorito e os motivos são contundentes.

Primeiramente, esses jogos são crias históricas do PC e essa pode ser a célula mãe de todos os argumentos. Em segundo lugar vem a questão dos controles, que no teclado, querendo ou não, são mais abrangentes. Assim, as possibilidades de um FPS no computador são maiores.

Melhor controle de tronco e cabeça: no PC você comanda a visão do personagem no mouse, enquanto controla os movimentos pelas teclas W, S, A e D. A liberdade física é clara e o desenvolvimento também. Outras teclas complementam as ações, como R para recarregar, G para granadas, E para ações, sobrando ainda Q para outros movimentos especiais, Shift para correr e Control para agachar (sempre no lado esquerdo do teclado).

Parece simplista apenas dizer que o PC oferece melhor jogabilidade em FPS, mas para os gamers que já experimentaram ambas as plataformas – PC e console – a diferença é clara. Enquanto tudo fica um pouco abarrotado no controle de um vídeo game, no teclado e mouse o jogo flui com naturalidade. 

É claro que isso não é uma verdade absoluta, mas o importante é saber respeitar a opinião contrária, que sempre existirá.

Os jogos mais famosos de FPS

Divulgação

Tudo começou em uma era clássica, em que jogos como “Wolfstein” e “Doom” fizeram escola. Enquanto no primeiro você enfrentava nazistas robóticos e avançava sobre os simbólicos pratos de comida para encher seu life, no outro você enfrentava monstros e demônios verdadeiramente malignos. Diabos com enormes chifres que se desmanchavam em meio a uma gosma verde ou, quando explodiam, se resumiam apenas a grandes patas ensanguentadas.

“Duke Nukem 3D” também chamou a atenção, com toda sua atitude politicamente incorreta e também seu inovador 3D, já que antes dele você apenas se virava para os lados, sem o controle independente de cabeça.

Outros jogos marcaram presença, como “Heretic” e “Descent”, mas acabaram levemente esquecidos com o passar dos anos. Outro destaque memorável é “GoldenEye 007” da Nintendo, que fechou essa era clássica.

Divulgação

A revolução então se iniciava. A produtora id Software, que tinha no currículo “Doom 1 e 2”, criaria a franquia “Quake” – explorando temáticas diferentes e novas possibilidades – para fazer “Doom 3” logo depois, que novamente revolucionou com sua inteligência artificial independente.

A Epic Games também ganhou destaque com o “Unreal Tornament”, que deu à luz ao modo arena. Era o início do jogo multiplayer com qualidade palpável. “Medal of Honor: Allied Assault” se mostrou outro marco do FPS, pois foi com o tenente Mike Powell que o mundo dos games aprendeu como a real simulação de guerra poderia ser explorada de forma infindável.

Foi então que chegou “Half Life 2”, considerado por muitos como um dos melhores (se não o melhor) jogos FPS de todos os tempos. A temática diferenciada e a física inovadora ainda são mais do que atuais. “Halo 1 e 2” também se eternizariam como uma franquia indiscutivelmente memorável durante esse período. O prêmio de consolação vai para a febre das lan houses, “Counter Strike”.

Divulgação

Começava então uma nova geração de games FPS cada vez melhores, com histórias e gráficos assustadoramente mais trabalhados. 2006 e 2007 marcaram a história com alguns dos títulos que mudariam tudo no gênero para sempre. Um dos lançamentos foi “Call of Duty 4: Modern Warfare”, um marco para os jogos de guerra, que pela primeira vez criava uma conflito imaginário dentro de moldes ultra-realistas.

No mesmo ano, “Crysis” chamou atenção com sua engine impecável, que se mostrava à frente de tudo que havia sido feito até então. O mais impressionante foi que um ano antes, em 2006, “BioShock” já via a luz do dia, sendo a história inusitada seu grande diferencial. Depois desses games, tudo começou a ser mais pensado e elaborado, nada podia ser feito sem a atenção necessária que esses jogos receberam. 

Divulgação

Hoje estamos vivenciando uma virada na maré. A sequência dos últimos títulos descritos chegaram para solidificar o formato. A série “Modern Walfare” continua com força total, “BioShock” ganhou uma continuação à altura do primeiro volume e novos títulos surgiram, como as franquias “Battlefield/Bad Company”, “F.E.A.R”, “S.T.A.L.K.E.R”, “Portal”, “Left 4 Dead”, “Far Cry” e “Borderlands”. Há jogos mais recentes como “Bulletstorm”, “Killzone” e “Resistance” e temos também aqueles que estão por vir, como “Brink”, “Rage”, entre muitos, muitos outros. 

Com certeza, algum título ficou de fora, mas isso não faz o jogo menos importante. O legal de tudo isso é que esses games são únicos e você pode jogá-los a qualquer momento: ou para relembrar os velhos tempos (com aquela nostalgia no ar) ou simplesmente para se divertir. Independente de qual for sua razão, bom tiroteio!

Da Redação


POP