Durante o Festival Games for Change, realizado no Museu da Imagem e do Som em São Paulo, o presidente da ACIGames Moacyr Alves Jr. revelou um dado bastante revelador sobre o mundo dos jogos para nós brasileiros. "O mercado brasileiro, hoje, vem chamando a atenção de muitas empresas lá fora. Só este mês [de novembro], eu recebi ligações da Square Enix, Capcom, Sega, 1080 Partners, Ralight Solution e a Kaos Videogames. Todas ligaram querendo saber sobre o que anda acontecendo no mercado do Brasil, que ouviram falar em um aumento nas vendas e estão querendo conhecer o mercado", ele explicou.
Não é uma questão nova, é claro. Foi neste ano, também, que a Blizzard decidiu trazer todas as suas franquias para o português e abrir um braço na Battle.net, que a Microsoft começou a fabricar consoles e jogos aqui no Brasil, que os primeiros jogos da Sony começaram a incluir legendas e dublagens em português do Brasil. Também foi em 2011 que o governo estendeu os benefícios da Lei da Informática para o jogos e, finalmente, permitiu que as concessões da Lei Rouanet fosse agraciadas também aos estúdios nacionais de games.
Segundo a ACIGames, o "Dia do Jogo Justo" chegou a mover mais de 50 mil discos em sua edição mais recente (o que levou o Wal-Mart ver derrubados 10 de seus 14 servidores centrais, inclusive). Isso representou, em um único dia, um aumento de 80% no volume de vendas de jogos em todo o Brasil, e teria sido o motivo do súbito interesse das gigantes listadas por Moacyr.
O caso seria justamente o de trazer os jogos para cá e localizá-los, como já fez a Activision Blizzard.
O presidente da ACIGames vai ainda mais longe: "É claro que elas vêm aqui primeiro para vender, mas algumas delas planejam até abrir estúdios para o desenvolvimento de jogos por aqui. A Square Enix já está praticamente com um pé aqui no Brasil, eles me pediram para passar o contato de todos os estúdios nacionais". O foco dos estúdios brasileiros, em todos os casos, seria o de jogos para dispositivos móveis. Ou seja, coisas que vão de "Angry Birds" a "Infinity Blade", cuja produção já é bem conhecida dos profissionais daqui.
A localização dos títulos dessas empresas significaria, entre outras coisas, a tradução parcial ou total de títulos como "Deus Ex: Human Evolution", todos os "Sonic", "Yakuza", "Tomb Raider", "Street Fighter", "Resident Evil", "Dragon Quest", até mesmo os futuros "Final Fantasy". Ainda que não fossem traduzidos para o português, certamente seriam prensados por aqui, o que diminuiria os preços e ajudaria na popularização desses títulos em territórios nacionais. Bom, hein?
Da Redação
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