A franquia “Ultima” não é apenas um dos maiores marcos na história do desenvolvimento dos jogos de RPG em toda a história. Ela não é, apenas, um mundo ficcional que definiu as regras do gênero que veria décadas depois filhotes conceituais como “Skyrim” ou “World of Warcraft”. Tampouco é só o primeiro RPG de mundo aberto que se tem notícia. De fato, “Ultima” pode ser considerada a primeira franquia a ter adotado o modelo de MMORPG no “Ultima Online”, e por este motivo reune uma comunidade de fãs grande e fervorosa.
Este é um motivo para que, só de falarem em um novo “Ultima”, muitos tiozões gamers pulem de alegria por aí. Foi justamente isso que aconteceu ontem, quando a Eurogamer publicou uma entrevista na qual Richard Garriott, criador da franquia, revelou que anda conversando “com cargos altos da EA” sobre a possibilidade de dar um novo capítulo à série. “Nós estamos discutindo com a Electronic Arts agora mesmo sobre uma possível distribuição e marketing e coisas desse tipo”, ele respondeu, quando questionado sobre a ressurreição de “Ultima”.
De acordo com o produtor, existe uma parcela dos funcionários da EA que apoia entusiasticamente a ideia de produzir um novo “Ultima”. As negociações, no entanto, são barradas por uma outra ala que não quer a influência de Garriott nos futuros episódios da série. (Considerando que a franquia empobreceu-se quando a EA tirou os direitos sobre a série das mãos de Garriott, isso é um tanto quanto confuso.)
Ele conta, no entanto, que com ou sem a autorização da EA sobre a série, está atualmente produzindo uma nova história que será “claramente o sucessor espiritual” de “Ultima”. Nomeado apenas de “Ultimate RPG” por enquanto, esta nova franquia será um RPG com elementos de jogos de desenvolvimento e incorporará muito do que os jogos sociais do Facebook inventaram nos últimos anos. Garriott contou que quer produzir um jogo que seja igualmente jogável de qualquer aparelho - console, PC, tablet, smartphone - e aproveite ao máximos os elementos de multiplayer simultâneo ou assíncrono (como é o caso de “FarmVille” ou “Mafia Wars”, nos quais os jogadores não precisam estar online ao mesmo tempo para que joguem juntos). A expansividade trará também um elemento de limitação: o novo jogo terá que rodar até mesmo em um smartphone mais antigo, e isso limitará o aspecto técnico de forma considerável.
O “Ultimate RPG” não tem data de lançamento, mas o produtor acredita que estará pronto “em um ou dois anos”. Enquanto isso, ele vai negociando com a EA por um novo “Ultima”, e seu estúdio Portalarium anuncia esse novo trabalho em seu site como “o retorno de Lord British” (apelido de Garriott, mas também um personagem de “Ultima”). Poderia ser o aguardado “Ultima Online 2”?
Da Redação
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