Logo POP

Games

  /  

PC

09/01/2012 - 23:14h

POP Games: o melhor jogo de 2011!

A decisão final está aqui.

Divulgação



Depois de três semanas de votação e ponderação, um fórum de 1023 leitores e uma semana mostrando vencedores de cada categoria, chegamos ao momento decisivo: o melhor jogo de 2011. Primeiro, é preciso dizer que foi um desafio e tanto não apenas escolher, mas também organizar tudo nos conformes. Foi acima de tudo um experimento, e estamos abertos a críticas e sugestões - é sempre bom ter um pouco de perspectiva!

De toda maneira, colocamos abaixo a escolha dos editores e dos leitores do melhor jogo do ano. Para os não interessados em leitura, fizemos uma breve mesa redonda opinando de maneira um tanto mais anárquica as razões por trás de nossas decisões. Divirtam-se!



MELHOR JOGO DO ANO

Escolha dos editores: Portal 2

GlaDOS e companhia voltaram no início de 2011 em “Portal 2”, e, mesmo longe de ser o “tech demo” que foi “Portal” em seu lançamento, ninguém poderia prever o que exatamente o jogo se tornaria. A sequência é uma lição em auto-aprimoramento: todo e qualquer elemento adicionado à receita original tem como único propósito trazer à tona o melhor das ideias originais do game. O novo design de salas exibe novos desafios através de ferramentas como pontes de luz e túneis gravitacionais, que coloca uma nova camada de estratégia no aparentemente simples processo de colocar portais por aí.

Os novos tipos de gel, por outro lado, aproveitam ao máximo a complexa física do game, fazendo a agora humanizada protagonista quicar pelo chão ou deslizar sem atrito. Tem até uma tinta branca que permite colocar portais por qualquer lado de uma sala com alguma paciência. As mecânicas não funcionam fora de um contexto, e os laboratórios Aperture ganham outro grau de importância enquanto Chell é catapultada por diversas eras do complexo, acompanhada da mais divertida dupla de “anti-vilões” da história dos games. Tudo amarrado com sistemas de controle tão simples quando mirar e clicar, provando que não é preciso uma opção de fogo secundário para fazer de um FPS um must-buy.

E não é só isso. O genial título da Valve é engraçado e provocativo sem precisar apelar para decotes, calcinhas ou desmembramentos exdrúxulos, e isso sem dúvida conta uma centena de pontos a favor. Sua mescla de sofisticação, foco e engenhosidade é algo que, sem dúvida, queremos ver em mais games no futuro, e definitivamente, a razão pela qual ele está no topo da lista dos melhores de 2011.

POP



Escolha dos Leitores: The Elder Scrolls V: Skyrim

Cara, olha esse gráfico! Tipo, sério, olha a coisa toda (colocamos até uns querubins renascentistas para efeito dramático). Segundo ele, nossos leitores ficaram claramente divididos entre quem acredita que "Skyrim", "Arkham City" e "Modern Warfare 3" - três jogos imensamente diferentes - ia levar a melhor. E a diferença entre os três é consideravelmente pouca, de modo que podemos até dizer que os três são excelentes candidatos ao jogo do ano da votação popular. Mas os números não mentem: temos um vencedor mais do que merecido. Não é emocionante?

O pensamento reinante enquanto jogamos “Skyrim” para nossos vários artigos relacionados é resumidamente descrito por uma única exclamação: “Vivemos para ver isso!”. Nove anos e duas gerações de hardware depois de “Morrowind”, a visão da Bethesda finalmente se realizou de maneira plena. “Skyrim” é um RPG profundo ambientado em um mundo de quase infinitas possibilidades, recheado de personagens interessantes, onde a escolha do jogador reina suprema.

Os problemas de redundância e inventário de seus antecessores foi sanado com um inteligente menu de itens favoritos e atalhos e uma mecânica de viagem instantânea que torna a gigantesca tundra de Skyrim um belíssimo passeio no parque para aqueles sem paciência de explorar cada canto do ambiente. Para os fãs, por outro lado, o jogo salpica missões criadas aleatoriamente e um sem-números de embates contra dragões, além das mais tradicionais vilas, mercadores, estradas e companheiros recrutáveis. A nova engine usada para “Skyrim” também é uma bela surpresa, e faz com que os cenários gélidos saltem com muito mais vivacidade e cor do que Daggerdale, Cyrodill e Morrowind. Montanhas parecem montanhas, e não montões de sujeira!

“Skyrim” é interessante, intenso e, colocando em um palavra mais publicitariamente agradável, épico. Mas, acima de tudo, é um jogo inteligentemente construído, e tão cheio de minúcias que vale horas e horas de caminhadas e exploração. Quando a Wired escreve uma matéria sobre como seu game pode quebrar a economia de um país, bem... já é alguma coisa, certo?

Leonardo Teixeira

Comente


POP