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06/05/2011 - 15:41h

Review: "Portal 2"

Novamente a Valve reapresenta seu conceito incrível de FPS

Divulgação

O primeiro “Portal” foi um jogo indie realizado por estudantes intitulado na época como “Narbacular Drop”. Em 2006 ele chamou a atenção de todos no Independent Games Festival Studant Showcase e em 2007 foi um dos projetos que constituía o “The Orange Box” – juntamente com os icônicos “Half Life” e “Team Fortress” –, sendo considerado um dos games mais criativos do ano, apesar de sua campanha extremamente curta.

Depois disso o FPS pensante ganhou assas, sendo lançado separadamente para a Steam e Xbox Live Arcade, ganhando ainda uma extensão com “Still Alive”. Recentemente, foi contabilizado pela sua produtora e desenvolvedora Valve, que aquele pequeno projeto independente do passado já havia vendido mais de quatro milhões de cópias mundo afora. Um “Portal 2” era mais que necessário.

Menos é mais

Possuindo um conceito incrível, hilário e simplesmente embasbacante de tão criativo, “Portal 2” chega com moral, muito mais longo que seu antecessor e repleto de novidades interessantes. Na história, muitos anos se passaram para a adormecida personagem Chell. Depois de acordar abruptamente, ela se vê em uma Aperture Science completamente jogada as traças. O carismático (e bem estúpido) robô Wheatley acaba sendo seu fiel escudeiro rumo aos caminhos tortuosos da misteriosa e sádica empresa. Logo GLaDOS renasce acidentalmente querendo cobrar aquele bolo do primeiro game.

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Ressentida, vingativa e proferindo diversas ofensas pessoais, a máquina de personalidade forte transforma a vida de Chell e Wheatley em um inferno, só que GLaDOS, mais do que ninguém, sabe que o mundo dá voltas, muitas voltas.
O roteiro de “Portal 2” é simplesmente perfeito. Seu conceito, personagens e textos são talhados de forma inteligente, sarcástica, sagaz e muitos outros adjetivos. Frases como “Você irá respirar o mesmo ar falso em todas as salas que estiver... para o resto de sua vida” são lançadas a todo o momento com aquele tom de voz característico, que praticamente foi a primeira piração de iTunes que se tem notícia (lembrar da épica canção presente no final do primeiro jogo).

Buraco de minhoca

Mas a trama teria de apresentar novos elementos, por isso, em vez de voltar no tempo, nós descemos nele, muitos quilômetros abaixo, passando por todo o interior da Aperture Science, chegando onde tudo começou, onde tudo é rústico e diferente. Quem recebe o jogador é a gravação de voz do fundador Cave Johnson, que profere uma frase mais absurda que outra, e assim começamos a entender as origens da empresa e toda sua falta de racionalidade precoce.

A jogabilidade segue o padrão do primeiro game, onde você abre portais para avançar em diferentes, complicados e extensos cenários. Em certos momentos fica difícil saber por onde começar. Muitas novidades estão presentes, como cubos espelhados que servem para direcionar feixes de laser em pontos específicos (e também queimar as malditas “turrets” branquinhas), pontes (também) feitas de uma espécie de laser, campos gravitacionais, ou seja, idéias novas aos montes, fugindo em muitos momentos do esquema já conhecido pelos jogadores da série. Uma das maiores novidades são os gels apresentados na cidade velha de Aperture, como Lunar Gel (branco: possibilita abrir portais em qualquer lugar pintado), Propulsion Gel (laranja: agilidade) e o Repulsion Gel (azul: para saltar muito). Realmente uma cara nova e colorida para o game.

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No modo cooperativo os jogadores controlam os engraçados robôs Atlus e P-Body em diversos desafios onde o humor é peça chave. Uma possibilidade interessante é que, os usuários de PS3 terão acesso a Steamworks, um aplicativo da Steam que possibilita a parceria com PC, recebendo também atualizações da Valve.

A qualidade gráfica também se destaca nos ambientes, agora mais orgânicos e interativos. Iluminação de classe e sequências memoráveis fazem do jogo um desbunde visual. O time de atores que realiza a dublagem dos personagens conta com o excelente J.K Simmons (o eterno J. Jonah Jameson do filme “Homem Aranha”) como o humano insano Cave Johnson, e na pele (ou seria na lata) do robô Wheatley temos ninguém menos que Stephen Merchant (co-criador do “The Office UK”), um dos caras mais engraçados da Inglaterra - ele rouba a cena, totalmente. Para completar o pacote, a trilha sonora é arrasadora, conduzida basicamente por teclados e sonoridades extremamente industrial, com uma pegada interativa (em alguns momentos) ao estilo “BIT.TRIP RUNNER”, além também de alguns elementos percussivos. Bem motivadora!

“Portal 2” escreveu seu nome na história dos jogos de primeira pessoa, se tornando assim não só uma opção mais que recomendada para os amantes do gênero, mas uma obrigação a ser debulhada. Com um final simplesmente inspirado, fica a sensação de “quero mais!”. Jogue sem medo!  

Plataforma: PC, Xbox 360, PS3, Mac
Produção: Valve
Desenvolvimento: Valve

Gráficos: 9,0
Som: 10
Jogabilidade: 10
Diversão: 10
Replay: 9,0
NOTA FINAL: 10

Da Redação



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