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24/09/2011 - 16:51h

Review: "Gears of War 3"

Uma das melhores trilogias dos videogames chega ao épico fim

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"Gears of War" foi sem a menor dúvida um divisor de águas entre a antiga e a atual geração de consoles, pois foi um dos primeiros jogos a exibir tudo o que até então novos consoles eram capazes de fazer.

E nisto não se falava apenas de gráficos de ponta ou outros recursos de alta definição, mas também de uma jogabilidade inédita e inovadora, que mesclava um excelente sistema de controles com uma inteligência artificial inédita para a época. Tudo isso regado à muito sangue e um enredo envolvente, além de modalidades multiplayer impecáveis fizeram de “Gears of War” um sucesso instantâneo e um dos principais responsáveis pelas vendas do Xbox 360.

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Enredo impecável

Dessa forma, a história de Marcus Fenix e seu esquadrão Delta contra os Locusts seguiu adiante em “Gears 2”, e agora, debaixo de um cuidado imenso por parte da Epic, a saga realmente chega ao fim como sempre mereceu.

Seguramente estamos diante do melhor dos 3 episódios. A trama desta vez se passa um ano e meio após os acontecimentos do segundo capítulo e novamente os humanos lutam pela sobrevivência no planeta Sera, agora ilhados em navios que parecem ser uma das poucas opções seguras em meio ao caos do planeta.

Para complicar ainda mais as coisas, uma nova raça de Locusts são os novos inimigos. Os Lambent são uma espécie de evolução dos Locusts que conhecemos e oferecem uma ameaça ainda maior para os humanos. Logo no início da aventura, Marcus e seus amigos recebem a notícia de que seu pai, Adan Fenix, tem a resposta sobre como eliminar de uma vez essa ameaça.

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Nisto, a trama se desenrola com momentos memoráveis que vão além da trama contra os alienígenas mas envolve o íntimo de vários personagens, assim como ocorre com o protagonista Marcus Fenix. Esses momentos variam entre frenéticas cenas de ação à emocionantes encontros e revelações envolvendo os personagens do jogo.

Uma personagem feminina, novas finalizações...

Além dos novos inimigos e do enredo que beira a perfeição, temos algumas outras novidades bem vindas, como a estreia de Sam, a primeira integrante feminina do COG, que esbanja personalidade e tem um papel fundamental na trama.

Os cenários agora são mais variados, tanto nos visual e localidades como na estrutura. Desta vez, temos cenários maiores e mais abertos, sem muito lugares para buscar cobertura, o que sem dúvida estimula muito mais os embates e favorece os jogadores habilidosos. Além disso, a inteligência artificial está muito mais apurada e os inimigos vão literalmente caçá-lo se ficar escondido por muito tempo.

Desta vez, cada arma tem uma finalização diferente, e o destaque fica mesmo para a Lancer, que substituiu a arma padrão da série. Ela é tão violenta quanto a serra e permite que os inimigos sejam empalados sem dó pelo jogador, além das demais finalizações das outras armas que também são muito bacanas.

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Multiplayer ainda melhor

Com relação aos modos de jogo, sem dúvida que o modo campanha cooperativo é o mais atraente de todos. Suportando até cinco jogadores, essa é a cereja do bolo. O modo horde está de volta e ainda mais brutal e desafiador que antes. A novidade fica por conta do modo Beast, que coloca os jogadores no papel inverso controlando os Locust, e devem caçar humanos em disputas contra o tempo.

As modalidades multiplayer competitivas continuam funcionando muito bem e são favorecidas pelos novos conceitos da jogabilidade, e nos mapas que se baseiam em cenários do modo campanha, uns mais fechados e outros abertos e dinâmicos, dando uma variedade imensa aos combates para até oito jogadores.

Tecnicamente espetacular

Não temos dúvida de que dificilmente alguém poderá explorar melhor o hardware do Xbox 360 do que fizeram os caras da Epic. Esse é seguramente um dos jogos mais bonitos desta geração e sem dúvida o mais belo do console da Microsoft.

Os gráficos estão ainda melhores agora, com texturas melhores, animações mais suaves e uma paleta de cores totalmente reformulada, que foge dos padrões de tons pastéis dos jogos anteriores. Isso significa visuais ainda melhores, com direito a cenários com céu ensolarado ou um anoitecer que nunca foi visto na série.

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Os efeitos como iluminação ou partículas estão ainda melhores, e isso com cenários ainda mais interativos, com objetos que explodem e reagem à ação a todo momento. As batalhas contra chefes épicos continuam exigindo muito do jogador, e resultam em alguns dos melhores momentos que os videogames já foram capazes de proporcionar.

Durante a ação, é possível controlar veículos e uma espécie de versão robotizada de um membro do Delta Squad, tudo visando a variedade e quebra de ritmo nos momentos de ação.

"Gears of War 3" fecha com mérito a série de tiro em terceira pessoa mais amada da atualidade. Para nós brasileiros mais uma novidade bem-vinda são as legendas em português que ajudam na hora de compreender todos os detalhes do enredo. Para os felizardos proprietários de uma TV 3D, saiba que o jogo oferece suporte e conta com ótimos efeitos.

Uma coisa é certa: estamos diante de um sério candidato a melhor jogo do ano com toda a certeza.

Plataforma: Xbox 360
Produção: Microsoft
Desenvolvimento: Epic Games

Gráficos: 10,0
Som: 9,0
Jogabilidade: 9,5
Diversão: 10,0
Replay: 10,0
NOTA FINAL: 10,0

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Rodrigo Raugust

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