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31/03/2012 - 14:30h

Review: "Rayman Origins"

O nosso jogo de plataforma de 2011 volta ao Vita no pico de sua forma

Divulgação



A onda de adaptações continua com tudo no PS Vita, e desenvolvedores estão aproveitando o espaço cheio de potencial criado pela poderosa arquitetura de processamento do portátil para expandir o sucesso de seus jogos de console para o crescente público da maquininha. Agora chegou a vez de se debruçar sobre a adaptação do belíssimo e criativo “Rayman Origins” para o portátil. Uma das maiores surpresas do ano passado, o game da Ubisoft juntou um sistema de jogo descomplicado, uma excelente trilha sonora e uma das mais belas experimentações em motores de jogos para criar o que consideramos um dos melhores jogos do ano.

Para saber mais sobre nossa experiência com a versão original, leia aqui nossa análise. Neste texto tentaremos nos focar mais nos sucessos e fracassos da adaptação para a maquininha do que no game em si. Tenha em mente, entretanto, que este ainda é um excelente jogo plataforma e muita pouca coisa poderia efetivamente ferrar com o excelente balanço de “Origins”. Com isso dito, vamos à análise.

A primeira coisa que salta aos olhos é quão pouco do visual do jogo teve que ser sacrificado para que “Rayman Origins” pudesse ser jogado no PS Vita. Os ambientes super detalhados, as animações numerosas e a vibrante paleta de cores do game encontram abrigo perfeito na luminosa tela OLED do aparelho, e muitas vezes parecem saltar mais aos olhos do que se jogado na maioria dos televisores disponíveis no mercado. É de fato uma conquista e tanto para o time de desenvolvimento e um exemplo de como a ferramente UbiArt consegue ser maleável.

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Mas não dissemos que não há sacrifícios, certo? Embora muitas vezes imperceptível, a taxa de frames por segundo da versão PS Vita se mantém constantemente inferior a das versões de console. É o tipo de coisa que vai incomodar apenas olhos bem treinados, e em nenhum momento chega a interferir na ação do jogo, mas mostra que ainda há arestas a ser aparadas na arquitetura de jogo. Mas, sejamos honestos, o principal vilão aí talvez nem seja inerente ao game em si. A Ubisoft incluiu uma ferramenta de zoom na versão portátil: com movimentos de pinça, é possível afastar ou aproximar a câmera do personagem. É um excelente meio de averiguar perigos do cenário, mas também significa que o jogo tem que renderizar porções maiores do ambiente de jogo (ou ao menos, cobrir mais área que as câmeras estáticas da versão de console).

Além do zoom a única funcionalidade extra para o Vita está com pequenos itens escondidos que são ativados tocando com o dedo sobre eles. Não é nada demais para quem não tem impulsos de colecionador, mas é sem dúvida uma adição ao já viciante sistema de colecionáveis do game. São poucos os extras, de fato, mas em um título tão variado quanto este (você encontrará um estágio extra que presta uma incrível homenagem a “Angry Birds” e uma fase que se passa inteiramente sobre instrumentos de percurssão e corda, por exemplo) enfiar mais minúscias do hardware do portátil no meio da ação poderia quebrar o balanço do jogo.

O maior defeito da adaptação está na falta de um modo cooperativo. Nos consoles era possível se juntar a até três outros jogadores em qualquer fase do jogo, e é um componente que realmente faz falta no Vita – considerando, inclusive, que até a Nintendo tem adotado ótimas modalidades cooperativas em seus jogos plataforma, é de se surpreender que a Ubi teria pensado em suprimir justamente isso. Para contornar a situação, é possível gravar e socializar sua performance para outros jogadores online em um interessante “Ghost Mode”. É um paliativo, mas até que serve muito bem ao propósito: como cada nível te traz uma habilidade distinta ao personagem, o jogo dá mais uma razão para voltar às fases anteriores e tentar aparar mais alguns segundos do contador usando e abusando das habilidades adquiridas com o progresso no jogo.

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"Rayman Origins" ainda é um dos mais instigantes e criativos jogos de plataforma da atualidade, e alimenta até hoje discussões acaloradas na redação a respeito de se o francês Rayman finalmente conseguiu destronar a hegemonia japonesa firmada há décadas por Mario e Sonic. Se isso é ou não verdade, não importa aqui. Se o que você quer é um bom jogo 2D para passar o tempo no Vita, não há melhor opção do que esta jóia da Ubisoft.

Plataformas: PS Vita
Desenvolvimento: Ubisoft Montpellier
Produção: Ubisoft

Gráficos: 9,5
Sons: 10
Replay: 9
Jogabilidade: 10
Diversão: 10

NOTA FINAL: 9,5



Leonardo Teixeira

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