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23/05/2012 - 17:27h

Review: "Prototype 2"

Destruição, devastação e pouco além disso

Divulgação



“Prototype” foi um jogo bastante interessante em seu lançamento. Um título ambientado em um mundo aberto que lhe dava um anti-herói super poderoso para comandar e uma cidade grande cheia de vítimas em potencial para brincar.

Era divertido escolher qual o caminho a trilhar com Alex Mercer, fosse ele um assassino sanguinário, que não poupa os civis e inocentes que estão no caminho de sua jornada, ou alguém que mede cuidadosamente quantos corpos precisará deixar em sua trilha. “Prototype” pode não ter sido brilhante, mas pegou uma fórmula que já começava a ficar desgastada e tentou inovar com ela, com resultados positivos na maior parte do tempo. “Prototype 2” traz mais do mesmo e apesar de ainda ser divertido, não oferece nada de novo.


Cidade Sitiada

Em “Prototype 2”, a cidade de Nova York é vítima de mais um vírus que transforma pessoas normais em aberrações. Logicamente, a culpa de tudo caiu sobre Alex Mercer, protagonistado jogo anterior, que tornou-se não apenas um homem procurado aqui, mas um verdadeiro super-vilão.

O jogador controla James Heller, um soldado que culpa Mercer pela morte de sua família e que acaba infectado durante um embate contra o mutante. Agora, Heller tornou-se uma arma viva, e tem a chance de usar seus novos poderes em uma jornada de vingança contra seu inimigo jurado. Claro, a coisa não é tão simples (NUNCA é tão simples) e existe todo um plano maléfico por trás da epidemia, por conta de pessoas pouco louváveis que decidiram utilizar Mercer como um conveniente bode expiatório.

A história não é profunda, detalhada, ou sequer original. Mas venhamos e convenhamos, este não é o tipo de game que atrai gamers atrás de um roteiro bem trabalhado, mas pelo caos que ele pode proporcionar. Neste aspecto, “Prototype 2” é bastante satisfatório.

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O jogo lhe oferece uma estrutura linear de missões, que podem ser ativadas a qualquer momento. Os objetivos nelas variam pouco, com destruição em massa e sabotagem na magra seleção de coisas a fazer. Considerando o quanto o enredo é fraco, também não existe carisma dos personagens ou outra razão do tipo que o influencie a prosseguir com as missões, exceto pelo objetivo de terminar o jogo. O grande trunfo de “Prototype 2”, bem como em seu antecessor, é a variedade imensa de poderes que o jogo lhe oferece e toda a liberdade que ele lhe dá para usá-los. 

James é uma arma biológica em constante evolução, que pode adquirir novas e temíveis habilidades conforme consome seus alvos, ou acumula experiência ao destruir soldados inimigos.Embora tenha um modesto arsenal de ataques ao início da aventura, James aos poucos ganha a capacidade de planar por longos períodos, pode roubar helicópteros que estejam em pleno voo e possui ataques que se espalham pela tela e podem matar uma dezena de inimigos de uma única vez. Além disso, você pode disfarçar-se como pessoas que venha a consumir, para poder atuar de forma mais discreta em missões de infiltração.

Infelizmente, esta capacidade de adaptação de James pode tornar-se também seu maior ponto fraco. O personagem fica poderoso demais em relativamente pouco tempo e por volta da metade do jogo, é virtualmente invencível. Existe muito pouco estímulo para usar algo além da força bruta com o passar do tempo. Afinal, pra que preocupar-se em entrar de maneira discreta numa base quando você é capaz de arremessar um tanque de guerra longe?

Por outro lado, se a possibilidade de controlar um ser ultra poderoso enquanto destrói hordas quase infinitas de inimigos lhe apetece, então “Prototype 2” é um jogo feito sob medida para seu gosto. Poucos outros títulos são tão satisfatórios na tentativa de lhe permitir controlar alguém que parece saído de uma revista em quadrinhos.

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Tecnicamente, “Prototype 2” melhorou muito em relação a seu antecessor. Os gráficos são bastante superiores em comparação, com mais detalhes e boa animação na maior parte do tempo. Os personagens mais importantes da história, como Mercer e James, possuem uma modelagem melhor que a do resto do elenco, mas considerando o pouco tempo que você irá passar com os demais, isso não chega a ser um grande problema. A cidade possui um tamanho bastante vasto e com certeza lhe renderá horas de exploração. Infelizmente, não é possível visualizá-la completamente do alto dos prédios, por causa da “névoa” usada pelos programadores para encobrir parte dos prédios e aliviar a parte do processamento.

O áudio do game é bom, com uma boa trilha sonora e boa dublagem na maior parte do tempo. Não tem ninguém do nível de Nolan North por aqui (infelizmente), mas no geral, os atores tem um bom desempenho na hora de transmitirem a personalidade de seus personagens. James parece um sujeito especialmente durão, nenhum de nós gostaria de se encontrar com ele em um beco escuro... ou em uma avenida iluminada... em lugar nenhum, pra ser sincero.



Apesar de suas falhas, “Prototype 2” é um título muito bom. Poderia ter sido um pouco mais refinado, mas isso não atrapalha a diversão na maior parte do tempo. Tudo depende da expectativa com a qual um jogador vai atrás deste título. Se você procura o título perfeito do gênero “sandbox”, não irá encontrá-lo aqui. Mas se quer apenas um jogo divertido, cheio de caos e que o faz sentir recompensado cada vez que evolui o seu personagem, então, “Prototype 2” vai passar muito tempo dentro de seu console.

Afinal de contas, não é todo game que nos permite derrubar um helicóptero militar com uma voadora.


Plataformas: PS3, Xbox 360
Desenvolvimento: Radical Entertainment
Produção: Activision

Gráficos: 7,5
Sons: 7,0
Replay: 8,0
Jogabilidade: 8,0
Diversão: 7,5

NOTA FINAL: 7,5

Amer Houchaimi

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