Por Iain Blair
LOS ANGELES, Dez (Reuters) - Gary Oldman estrelou alguns dos maiores sucessos de bilheterias dos últimos tempos, incluindo as franquias "Harry Potter" e "Batman", de Christopher Nolan. Mas Oldman construiu sua carreira interpretando alguns personagens sombrios, como Sid Vicious, Lee Harvey Oswald e Drácula, para citar alguns.
Com o seu novo filme "O Espião Que Sabia Demais", que chega aos cinemas norte-americanos na sexta-feira, o ator volta aos cenários sombrios para interpretar o bem-educado, mas durão, espião George Smiley neste emocionante conto da Guerra Fria sobre espiões britânicos e russos e traidores, baseado no famoso romance de John le Carré.
Oldman conversou com a Reuters sobre o filme, o seu papel e a sua carreira em constante mudança.
Pergunta: Esta foi uma boa mudança de ritmo para você.
Resposta: Totalmente, e isso foi parte do apelo. Eu estava obviamente familiarizado com o filme e com Smiley antes de receber a proposta... mas é um pouco como um ator receber o convite para fazer Hamlet ou Lear. Você já sabe o papel.
P: Então, não tem medo de interpretá-lo?
R: Não, tenho muito medo. Pensei duas vezes - mais que duas vezes - sobre o assunto. Os dragões estão em sua cabeça, não? Mas você tem que matá-los, e ele foi o meu tipo de inimigo. Uma vez que nós começamos, ele se tornou um pouco de um guia espiritual. Talvez ele estivesse olhando por cima do meu ombro.
P: Quanto de Gary Oldman está em George Smiley?
R: Ele tem essa relação muito incomum, inadequada e masoquista com sua esposa. Há um pouco da vítima em George, já que ela está sempre fora tendo casos, e ele parece sempre aceitar ela e essa situação. Você fica com a sensação de que ele a tem de volta e eles não discutem. Ele a ama muito. Então você vai para a fonte da experiência quando você interpreta alguém como Smiley. Todos nós estamos lá, de uma forma ou de outra.
P: Você fez muita pesquisa?
R: Eu não fiz muita coisa além do livro e do roteiro, porque nós também tivemos acesso a Le Carré, então eu falei com ele... Ele estava no MI5 (agência de inteligência britânica), e eu peguei pequenos detalhes de seu cérebro. Ele tinha todas essas grandes histórias.
P: O filme foi dirigido por um sueco, Tomas Alfredson. Parece uma escolha improvável para um projeto britânico como este?
R: Sobre o papel, sim, mas havia alguns diretores britânicos que não iriam topar. O livro, e as séries de TV, eram considerados um Santo Graal que você não deve mexer. Então, as pessoas tinham medo de chegar perto dele, e Tomas foi atrás e fez um trabalho fantástico. Não é tudo sentimental, o que poderia ter acontecido com um diretor britânico cheio de reverências a ele.
P: No próximo ano você estará de volta no filme de Christopher Nolan, "Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge". O que os fãs podem esperar?
R: Uma história fantástica e uma grande conclusão da trilogia. É verdadeiramente épico... Eu acho que Nolan se superou aqui.
P: Você também fará Elvis em "Guns, Girls, Gambling" no ano que vem?
R: Sim, é um pouco alternativo e eu sou um imitador do Elvis - não muito bom. Eu sou o Elvis mais velho, no macacão branco.
P: Você também não está interpretando Merlin no novo "Arthur e Lancelot"?
R: Não, há rumores. Estamos falando sobre isso. Tecnicamente, estou fora do trabalho neste momento.
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