Scrat é um dos grandes coadjuvantes das animações
Neste final de semana estreia no Brasil “O Gato de Botas”, a mais nova animação que coloca como personagem central algum coadjuvante de outra produção. No caso, “Shrek”. Este não será o primeiro, muito menos o último dos personagens a fazer essa transição. Desde Kronk, de “A Nova Onda do Imperador”, até Mate, que é o real protagonista de “Carros 2”, passando pelos Pinguins de “Madagascar”.
Por conta disso, o POP resolveu sugerir para as produtoras alguns coadjuvantes que valem um filme solo.
5 - Dory - “Procurando Nemo” (Finding Nemo, 2003)
Vamos começar pelo clichê. Você nunca ouviu ninguém falar que “é meio como o Nemo”, nem como seu pai. Quando muito, falam da tartaruga com a vibe natureba. Convenhamos, a verdadeira estrela de “Procurando Nemo” é Dory, a peixinha esquecida que ganhou vida com a voz da hoje apresentadora Ellen DeGeneres.
Seria, no mínimo, hilário um filme com a peixinha passando por toda uma aventura, meio que sem saber o que aconteceu com ela e se esquecendo de tudo no final.
4 - Scrat - “A Era do Gelo” (Ice Age, 2002, 2006, 2009 e 2012)
A ideia desse filme seria fazer uma homenagem a Chaplin. Scrat, o proto-esquilo primitivo, seguiria não falando, mas entraria em uma missão em que teria que abandonar tudo (uma noz) para fazer a coisa certa. Com muito humor físico e sem falas, claro.
No fundo, os curtas que promovem “A Era do Gelo” já dão uma pista de como o longa poderia ser. Além do que, mesmo nos filmes, são as cenas de Scrat as mais engraçadas de toda a franquia.
3 - Minion - “Megamente” (Megamind, 2010)
O personagem é, basicamente, um peixe alienígena que está em um aquário. Mas o aquário é um exoesqueleto que emula o corpo de um gorila, controlado pelo peixe. Este é Minion, braço direito de Megamente, o vilão que aprende a ser herói no filme que leva seu nome. As melhores piadas ficam com Minion, além dele ter todo o carisma que Megamente não tem.
Em seu spinoff, ele poderia ter sua própria crise de identidade, afinal foi, a vida toda, o ajudante de um super-vilão. Ou ainda, ele se cansa de ser apenas o ajudante e parte em uma cruzada pela identidade própria.
2 - Francis, a joaninha - “Vida de Inseto” (A Bug’s Life, 1998)
De todos os personagens de “Vida de Inseto”, o que rende as melhores piadas, sem dúvida, é Francis, um joaninha macho, mas que, por conta de sua aparência, digamos, bonitinha demais, é confundido com fêmea. Até seu nome pode ser confundido.
Uma possibilidade seria contar sua história, marcada pela ambiguidade sexual, até chegar ao climax, encontrando sua família no circo. Claro que seriam feitas muitas referências a “Quanto Mais Quente Melhor”, grande clássico dos filmes que tem homens se vestindo como mulheres.
1 - Brinquedos da casa vizinha - “Toy Story” (1995)
Este não seria bem um filme infantil. Durante as aventuras do primeiro “Toy Story”, Woody acaba sendo ‘sequestrado’ pelo garoto vizinho, que é especialista em destruir brinquedos e os remontar da forma mais bizarra possível. O prêmio de ‘mais assustador’ vai para a cabeça de boneca com pernas de aranha.
O enredo seria uma espécie de “Rocky Horror Picture Show”, com os bonecos feios, mais amigáveis (uma das grandes lições do primeiro filme), dando abrigo para outros bonecos em uma noite tempestuosa. Muita correira e sustos para no final descobrirem que tudo não passou de um mal-entendido.
Luiz Gustavo Vilela
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