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25/12/2011 - 08:00h

Retrospectiva 2011: O ano em que a Pixar perdeu o pódium nas animações

ReproduçãoJohnny Depp tem um pouco de culpa na beleza de "Rango"

Ano atrás de ano, a Pixar não só vinha nos entregando uma das melhores animações, como, no fim das contas, um dos melhores filmes do período. Foi assim com “Ratatouille” (2007), “Wall-e” (2008), “Up - Altas Aventuras” (2009) e “Toy Story 3” (2010). Mas isso, curiosamente, não aconteceu em 2011.



Não que “Carros 2” seja um filme ruim. Longe disso. A questão aqui é outra. A Pixar só não conseguiu fazer a melhor animação possível. Claro que este cenário pode ser revertido em 2012 com o lançamento de “Valente”, que promete ser um filme bem bacana (quiçá, voltando às raízes, o mais bacana).

DivulgaçãoUm papagaio neurótico é uma grande novidade



2011 já começou pegando todo mundo de surpresa com “Rango”, de Gore Verbinski, diretor dos três primeiros “Piratas do Caribe”, e “Rio”, do nosso Carlos Saldanha, diretor dos “A Era do Gelo”. Esses, inclusive, são os dois grandes concorrentes ao Oscar de melhor animação, que só pode ser perdido por conta de “Kung Fu Panda 2”. Muito porque fica bem complicado não sair do cinema absolutamente maravilhado com as cores e texturas criadas pelo equipe da Dreamworks. Especialmente se você assistiu em 3D. Na verdade, “Kung Fu Panda 2” é um dos poucos filmes que fizeram valer o ingresso mais caro do 3D ao longo de 2011.



E esses ainda nem são todas as boas estreias do ano. Ainda que não sejam incríveis como os supracitados, “Operação Presente” e “O Gato de Botas” têm sua dignidade e méritos incontestáveis. Destaque para o “Operação Presente” que traz os personagens mais carismáticos possíveis, além de conseguir criar um roteiro com um forte conflito, mas sem um vilão. E ainda deixa isso suficientemente claro para qualquer criança conseguir acompanhar sem dormir.

Luiz Gustavo Vilela

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