As maravilhas da ilha são de deixar a boca aberta
Depois de fazer um relativo sucesso com “Viagem ao Centro da Terra em 3D”, a Walden Media, produtora de filmes de fantasia para família, como “Crônicas de Nárnia”, deve ter se perguntado: “qual dos 46 romances de Júlio Verne nós devemos usar para uma continuação?”. A resposta foi misturar elementos de “20.000 Léguas Submarinas” com “A Ilha Misteriosa”. Além do que mais tivesse de autores clássicos escrevendo sobre ilhas.
Do filme original, volta apenas Josh Hutcherson como Sean Anderson. Ele vive com a mãe (Kristin Davies) e o padrasto (Dwayne ‘The Rock’ Jonhson) e, aparentemente, ainda não saiu da crise da adolescência de alguns anos atrás. Ele procura agora por sinais de seu avô (Michael Caine), que desapareceu há dois anos. As pistas vão levá-lo para a trilha da famigerada Ilha Misteriosa, quando eles combinam informações do livro de Verne, com “A Ilha do Tesouro”, de Stevenson, e “As Viagens de Gulliver”, de Jonathan Swift, porque nenhuma obra de ficção deve ficar impune.
Michael Caine também tem contas para pagar
O filme recupera a estrutura do primeiro, mas foca mais no personagem de Hutcherson, inclusive dando a ele um interesse amoroso - Kailani (Vanessa Hudgens), filha do piloto que os leva para a ilha, Gabato (Luis Gúsman), que também faz as vezes de alívio cômico. De resto, a troca é apenas de ‘pessoa perdida’ (do pai de Sean para o avô) e de ‘figura paterna’ (do tio para o padrasto).
Mas, ainda que o enredo batido (e os eventuais furos no roteiro) desagrade o espectador mais exigente, a questão é que como filme família de fantasia, a obra funciona bem. Mais até: como aventura, especialmente com o uso do 3D, o filme funciona bem. Afinal, a ideia aqui é um filme em que os pais possam levar seus filhos sem medo de ver violência extrema ou exploração gratuita da sexualidade.
Alívio cômico e mote do roteiro
Algumas cenas são de tirar o fôlego, especialmente as que usam bem o 3D. Diferentemente do primeiro filme, que forçava muito a barra para jogar coisas na cara do espectador, literalmente - o que compromete muito quando visto em 2D convencional.
Outro ponto alto do filme está na relação entre os personagens de Johnson e Caine. Ambos extremamente carismáticos e desenvolvendo uma implicância mútua que acaba dando um bom ritmo para as cenas em que os personagens não estão correndo risco de vida. Johnson é uma surpresa agradável, mostrando-se carismático o suficiente para segurar um filme mais família.
Confira o trailer:
Luiz Gustavo Vilela
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23/05/2012 10:45
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