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21/02/2012 - 08:00h

Especial Oscar 2012: quais são os roteiros com chance de prêmio

DivulgaçãoO delicado e engraçadinho "Meia Noite em Paris" é forte candidato

Melhor Roteiro e Melhor Roteiro Adaptado são dois dos prêmios menos cinematográficos do Oscar. Afinal, ao ver um filme, não temos contato com o roteiro, mas com a visão do diretor e dos atores sobre o roteiro. O que não quer dizer que todo filme traia, necessariamente, seu roteiro.

Mas é claro que, através do filme, é possível ter uma ou outra ideia sobre a qualidade do material original, e é com isso que vamos trabalhar agora, começando pelas adaptações:

Melhor roteiro adaptado

"A Invenção de Hugo Cabret"

"Os Descendentes"

"Tudo Pelo Poder"

"O Homem que Mudou o Jogo"

"O Espião que Sabia Demais"

O grande filme de grife de roteiristas esse ano, sem dúvida, é “O Homem que Mudou o Jogo”. O roteiro é de Aaron Sorkin, vencedor do ano passado por “A Rede Social”, e Steve Zaillian, vencedor pelo trabalho de adaptar “A Lista de Schindler”. Vai ser bem difícil tirar o careca dourado das mãos desses dois, apesar de este não ser o trabalho mais brilhante dos dois.

Mas se tem alguém que pode, esse alguém é Peter Straughanc, que escreveu o roteiro de “O Espião que Sabia Demais”. A texto é brilhante de começo ao fim, especialmente ao trabalhar as delicadas nuances psicológicas de cada personagem e de criar uma trama complexa que não seja truncada, de difícil compreensão. 

Mas é preciso que fique claro que qualquer um dos trabalhos de adaptação é merecedor da premiação este ano. Ainda que o vencedor não seja nenhum dos dois trabalhos dos parágrafos acima, o Oscar estará bem encaminhado, caso seja vencido pelos outros.

Melhor roteiro original

"Meia Noite em Paris"

"O Artista"

"Margin Call - O Dia Antes do Fim"

"Missão Madrinha de Casamento"

"A Separação"

É até curioso perceber que todos os filmes indicados a melhor roteiro sejam os menos pirotécnicos de toda a premiação, profundamente calcados em diálogos e situações, muito mais do que em qualquer outro artifício. 

De cara, meio que dá para excluir “Missão Madrinha de Casamento” do páreo, pelo simples motivo de não ser um trabalho especialmente brilhante. O filme acabou sendo indicado mais para acalmar os jornalistas americanos, que amaram o filme, sabe-se lá porque. E é por esse mesmo motivo que ele deve ficar apenas como indicado. Outro que deve ficar de fora (e se contentar com Melhor Filme Estrangeiro) é “A Separação”. Não por demérito, mas pela preguiça habitual do americano médio (e isso inclui muitos dos votantes) com legendas, o que causa uma certa aversão ao filme.

As chances reais estão entre os outros quatro, pendendo para o trabalho de Woody Allen em “Meia Noite em Paris”, que já levou o Globo de Ouro na categoria. Allen, sem dúvida, escreveu alguns dos melhores diálogos e montou uma estrutura singela, brincando com um neo-realismo fantástico (de ocasião). 

Luiz Gustavo Vilela

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