As marchinhas fazem sucesso dentro e fora da avenida
Carnaval que se preze tem que ter marchinha. Por que não há outra época do ano que permite cantar, dançar e festejar estas agradáveis canções criada lá nos anos 20. Mesmo com a força do samba-enredo, as marchinhas se eternizaram do gosto popular. E elas só surgiram por uma revolta das escolas de samba, que não aceitaram pagar os altos valores cobrados pelos compositores na época.
Mamãe eu quero (Jararaca-Vicente Paiva, 1936)
Não há uma pessoa que nunca tenha cantado “Mamãe eu quero, mamãe eu quero / Mamãe eu quero mamar / Dá a chupeta, dá a chupeta / Dá a chupeta pro bebe não chorar”. É a canção clássica das clássicas. Tocada e repetida de carnavais a festas de formatura. Vicente Paiva, lá nos idos de 1936 jamais imaginou que ela seria sucesso ainda em tempos de auto-tune e música eletrônica.
Me dá um dinheiro aí (Ivan Ferreira-Homero Ferreira-Glauco Ferreira, 1959)
Em tempos de crise na Europa, essa música vem a calhar. Mas estamos no Brasil, e a crise passou longe. Mas quem nunca pediu um dinheiro aí, sobretudo no carnaval? A música composta por Ivan, Homero e Glauco Ferreira virou um dos lemas de Carnaval de 1960.
Aurora (Mário Lago-Roberto Roberti, 1940)
Aurora é talvez a marchinha mais clássica de todos os tempos. Escrita por Mário Lago em 1940, ela foi criada sob a alcunha das consequências dos dias de folia. Se Aurora fosse sincera, está canção não teria sido feita em uma Quarta-Feira de Cinzas. Segundo o próprio autor: “numa época em que Quarta-Feira de Cinzas era realmente uma tristeza”. Não que ela seja muito alegre nos dias de hoje.
A Pipa do Vovô (Manoel Ferreira / Ruth Amaral)
Como cantar que a pipa do vovô não sobe mais sem lembrar de Silvio Santos. Apesar de ter sido composta por Manoel Ferreira e Ruth Amaral, a canção foi imortalizada nos anos 80 com o apresentador. A letra era providencial naquela hora em que o vovô estava prestes a empinar a tal pipa. A sorte dos vovôs de hoje em dia é que já inventaram o viagra e a marchinha assim vai por água abaixo. Mas nem por isso ela caiu no esquecimento.
Maria Sapatão (João Roberto Kelly)
João Roberto Kelly escreveu esta marchinha, mas ela só ganhou a voz do povo quando o eterno Chacrinha a disseminou na televisão, na década de 50. Eles sequer imaginavam que a canção encaixaria tão bem atualmente, com a popularização da liberdade sexual. A diferença é que hoje eles não precisam ser Maria de dia e de noite João.
Da Redação
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