Preso acusado de matar e enterrar namorada em SP
A adolescente era procurada desde o dia 5, quando a Polícia Militar (PM) recebeu uma ligação que ela fez de dentro do porta-malas do carro do namorado, momentos antes de ser morta. Na ligação, Ana Carolina dizia que tinha sido seqüestrada, estava dentro de um porta-malas e tinha medo de morrer. A polícia fez buscas, mas não a encontrou. Quarta-feira, um trabalhador rural desconfiou de um cão que revirava a cova onde o corpo estava enterrado, e avisou a polícia. Os investigadores da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) chegaram a Silva, que confessou o crime, levou os policiais até o local e contou como praticou o homicídio.
Conforme a polícia, o rapaz disse que estrangulou a garota porque ela ameaçava delatá-lo num processo criminal que ele responde por estelionato e no qual ela era testemunha de defesa. Silva também disse que no dia 5 cavou a vala e depois levou a garota ao local. Os dois discutiram e ele asfixiou o pescoço da namorada com as mãos, matando-a.
Silva ainda contou aos policiais que tentou em vão reanimar a namorada, mas que, depois de ficar dez minutos chorando, decidiu enterrá-la. A princípio, a polícia suspeitou que o rapaz tivesse enterrado a moça ainda viva, mas exames necroscópicos descartaram essa possibilidade. O delegado Wellington Martinez Hernandez, da DIG de Lins, afirmou que se surpreendeu com a frieza de Silva, que contou em detalhes como praticou o crime.
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