08/09/2008
Promotores russos querem tirar "South Park" da TV aberta
Por Chris Baldwin
MOSCOU (Reuters) - Promotores da Rússia querem proibir a transmissão do premiado seriado animado satírico dos Estados Unidos "South Park", descrevendo-o como "extremista", depois de receber queixas de telespectadores.
Voltado ao público adulto, "South Park" gira em torno de um grupo de crianças de 9 anos numa estação de esqui do Colorado e provoca polêmica desde sua estréia, em 1997, tendo satirizado celebridades, políticos, religião, casamento entre gays e Saddam Hussein.
A porta-voz da promotoria regional de Basmanny, Valentina Titova, disse que investigadores moveram uma ação depois de decidir que um episódio da série transmitido pela emissora de TV moscovita 2x2 em janeiro "traz sinais de atividade extremista".
"South Park" já recebeu dois prêmios Emmy e era exibido inicialmente na rede americana Comedy Central. A série é dublada em russo e retransmitida por emissoras locais russas, entre elas a 2x2, que transmite séries animadas em Moscou e São Petesburgo.
A União Russa de Cristãos de Fé Evangélica pediu aos promotores a proibição de "South Park" depois de 20 especialistas, segundo disse, terem estudado o programa para verificar seu efeito sobre o público televisivo infantil.
O líder do grupo, Konstantin Bendas, disse: " 'South Park' é apenas um entre muitos desenhos que precisam ser tirados da televisão aberta porque insulta os sentimentos dos crentes religiosos e incita ao ódio religioso e nacional."
"Nossa queixa é contra muitas séries, mas este é contra o episódio 15 da terceira temporada de 'South Park"', disse ele.
De acordo com o Web site de "South Park", o episódio em questão é intitulado "Mr. Hankey's Christmas Classics", foi ao ar pela primeira vez em dezembro de 1999 e traz seu elenco cantando canções de Natal.
"Uma coisa é se esses programas estão na TV a cabo; o espectador paga para vê-los e faz uma escolha consciente. Mas crianças pequenas não devem poder ligar a TV depois de voltar da escola e assistir a isto. É preciso defendê-las", disse Bendas.
Em 2006, a Rússia promulgou uma lei ampliando a definição de extremismo para abranger "o aviltamento da dignidade nacional" e "incitamento ao ódio religioso e nacional". Segundo seus defensores, a lei era necessária para frear uma onda de violência contra minorias étnicas.
Fonte: Reuters
MOSCOU (Reuters) - Promotores da Rússia querem proibir a transmissão do premiado seriado animado satírico dos Estados Unidos "South Park", descrevendo-o como "extremista", depois de receber queixas de telespectadores.
Voltado ao público adulto, "South Park" gira em torno de um grupo de crianças de 9 anos numa estação de esqui do Colorado e provoca polêmica desde sua estréia, em 1997, tendo satirizado celebridades, políticos, religião, casamento entre gays e Saddam Hussein.
A porta-voz da promotoria regional de Basmanny, Valentina Titova, disse que investigadores moveram uma ação depois de decidir que um episódio da série transmitido pela emissora de TV moscovita 2x2 em janeiro "traz sinais de atividade extremista".
"South Park" já recebeu dois prêmios Emmy e era exibido inicialmente na rede americana Comedy Central. A série é dublada em russo e retransmitida por emissoras locais russas, entre elas a 2x2, que transmite séries animadas em Moscou e São Petesburgo.
A União Russa de Cristãos de Fé Evangélica pediu aos promotores a proibição de "South Park" depois de 20 especialistas, segundo disse, terem estudado o programa para verificar seu efeito sobre o público televisivo infantil.
O líder do grupo, Konstantin Bendas, disse: " 'South Park' é apenas um entre muitos desenhos que precisam ser tirados da televisão aberta porque insulta os sentimentos dos crentes religiosos e incita ao ódio religioso e nacional."
"Nossa queixa é contra muitas séries, mas este é contra o episódio 15 da terceira temporada de 'South Park"', disse ele.
De acordo com o Web site de "South Park", o episódio em questão é intitulado "Mr. Hankey's Christmas Classics", foi ao ar pela primeira vez em dezembro de 1999 e traz seu elenco cantando canções de Natal.
"Uma coisa é se esses programas estão na TV a cabo; o espectador paga para vê-los e faz uma escolha consciente. Mas crianças pequenas não devem poder ligar a TV depois de voltar da escola e assistir a isto. É preciso defendê-las", disse Bendas.
Em 2006, a Rússia promulgou uma lei ampliando a definição de extremismo para abranger "o aviltamento da dignidade nacional" e "incitamento ao ódio religioso e nacional". Segundo seus defensores, a lei era necessária para frear uma onda de violência contra minorias étnicas.
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