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economia

22/02/2012 - 08:34h

Operação de troca da dívida grega deve ser realizada em 12 de março

A operação de troca de títulos da dívida grega com os credores será realizada no dia 12 de março, indicou uma fonte do Ministério das Finanças grego nesta terça-feira, após o novo plano de ajuda elaborado nesta terça-feira em Bruxelas.

"A troca da dívida será realizada no dia 12 de março", indicou esta fonte pouco depois de o ministro das Finanças, Evangélos Vénizélos, ter confirmado que o governo formulará oficialmente "antes do final desta semana" a proposta precisa aos bancos credores do país, com base nas negociações concluídas na noite de segunda para terça-feira em Bruxelas.

Se esta operação inédita por sua amplitude na história financeira mundial for concretizada, a Grécia não pagará 107 dos 200 bilhões de euros de sua dívida pública que estão em poder de credores privados (de um total de 350 bilhões de euros de dívida).

Os banqueiros, seguradoras e hedge funds que detêm obrigações soberanas gregas receberão a proposta exata nos próximos dias e deverão decidir individualmente se acceitam ou não um desconto de 53,5% sobre os títulos que eles possuem.

Concretamente, eles devem em seguida receber no dia 12 de março, em troca das obrigações que detêm, títulos cujo valor será inferior a 53,5%.

Durante uma operação desse tipo, em geral as instituições bancárias de um país são fechadas pela duração do processo de troca.

Para cada obrigação de 100 euros, por exemplo, eles receberão um título ou vários correspondentes a um valor de face máximo de 46,5 euros, o restante será perdido.

Eles não têm muita escolha, a alternativa é que a Grécia não pague nada. No dia 20 de março, o país deve pagar 14,5 bilhões de euros, uma obrigação que ela é incapaz de honrar sem o plano de resgate europeu.

Segundo uma fonte do Ministério das Finanças, se a taxa de participação dos bancos no regime PSI atingir pelo menos 66%, Atenas pretende instaurar uma cláusula de ação coletiva (CAC) sobre suas obrigações de direito grego, que obrigará os bancos inflexíveis a se juntar ao programa de troca da dívida e fará a taxa de adesão passar automaticamente para 100%.

Para ter êxito pleno, a operação, que teve seu princípio estabelecido no dia 27 de outubro em Bruxelas e suas modalidades concluídas na noite de segunda para terça-feira, deve ser "voluntária", com o objetivo de evitar o acionamento dos seguros anti-default CDS.

"O governo verá no dia 9 de março se tem os 66% necessários para acionar as CAC", indicou esta fonte.

Durante uma entrevista coletiva à imprensa em seu retorno a Atenas, o ministro das Finanças, Evangélos Vénizélos, lembrou que as agências de classificação financeira poderão declarar a Grécia em "default seletivo" durante a operação de troca de dívida, que tecnicamente revela um calote. Mas como o default é negociado e voluntário, isso não deve acionar o pagamento de CDS.

"O default seletivo é um problema apenas se o BCE ou a Zona Euro o virem dessa forma. Há todo um mecanismo para garantir a manutenção da liquidez (bancária) durante este período" afirmou Vénizélos.

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