A disposição do governo central da China em promover o uso internacional do yuan é um "sinal esperançoso" de que o país também vai embarcar em reformas financeiras longamente esperadas, comentou Murtaza Syed, representante local do Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo ele, a liberalização das taxas de juros e a abertura da conta de capital fazem parte desse processo de reformas de médio prazo.
"Uma vez que se começa a abrir buracos no regime cambial para permitir que mais (capital) entre, é preciso ter certeza de que o sistema financeiro seja capaz de absorver isso sem causar bolhas de ativos", disse Syed. "Eles precisam de reformas domésticas. As reformas no sistema financeiro ajudarão a China a crescer nos próximos 10 a 15 anos", acrescentou.
Muitos analistas argumentam que a reforma do setor financeiro está paralisada na China desde o início da crise financeira global, em 2008, depois de um começo promissor nos anos anteriores em reformas como a introdução de investidores estrangeiros nos grandes bancos estatais e a listagem deles nas bolsas de valores. As informações são da Dow Jones.
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